9 tipos de insônia



Ainda que muitas pessoas pensem que dormir é uma perda de tempo. Uma boa noite de sono é determinante para amenizar grande parte dos problemas relacionados à saúde


Foto: Ricardo Torres.

Durante o sono, o organismo sofre um tipo de reset, voltando à condição em que iniciou o dia. Isso inclui o relaxamento muscular, redução da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e da produção de urina, a consolidação da memória e o controle da temperatura corporal. 

Mas como dormir bem se você tem distúrbios do sono como a insônia?

Diversos hormônios são fortemente influenciados pelo sono, como a insulina, que controla a glicose no sangue, a leptina, responsável pela saciedade, a grelina, que estimula o apetite, e a somatotrofina, que age no crescimento. Dormir mal ou pouco causa irritação, dores de cabeça, dores no corpo, dificuldades cognitivas, sonolência e diversas mudanças no metabolismo que deixam seu organismo suscetível à outras doenças, como hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão e diabete, por exemplo.
  1. Insônia aguda: Duração curta, usualmente menos de um mês, e presença de um fator desencadeante identificável.
  2. Insônia associada a transtornos mentais: Causada por/associada a um transtorno psiquiátrico subjacente (sintoma de um transtorno mental). Frequentemente associada aos transtornos de humor e aos transtornos de ansiedade.
  3. Insônia associada a doenças médicas: Causada por/associada a uma condição clínica específica. Pode manifestar-se como insônia inicial, manutenção, ou, ainda, suscitar o relato de sono não restaurador. São condições clínicas frequentemente relacionadas: asma, hipertireoidismo, insuficiência cardíaca, síndromes dolorosas crônicas, menopausa, gravidez e doenças que acometem o sistema nervoso central.
  4. Insônia associada a má higiene do sono: Presença de comportamentos que sejam incompatíveis com uma boa qualidade de sono. São exemplos desses comportamentos: cochilos, atividades físicas e intelectuais intensas próximas ao sono e atividades como assistir TV, alimentar-se ou ler na cama.
  5. Insônia associada ao uso de medicamentos ou substâncias: Insônia secundária/associada ao consumo ou à interrupção do uso de medicamentos ou substâncias, como: antidepressivos, benzodiazepínicos, cafeína, teofilina, pseudoefedrina, álcool, corticoides e medicações antiepilépticas.
  6. Insônia psicofisiológica: Somatória do estado de hiperalerta e associações aprendidas que comprometam o sono, como a “ruminação”.
  7. Insônia paradoxal: Queixa de insônia sem a presença de comprometimento diurno ou o comprometimento é desproporcional à queixa.
  8. Insônia idiopática: Início na infância, com longo tempo de evolução e impacto nas atividades diárias, além de ausência de fato precipitante.
  9. Insônia comportamental da infância: Decorrente de uma disfunção comportamental específica, como falta de limites ou associação inadequada. Frequentemente, esse transtorno é acompanhado de alterações comportamentais diurnas, principalmente quanto à dificuldade de respeitar limites. As repercussões diurnas são comuns tanto nos pais quanto nas crianças.

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