quinta-feira, 6 de junho de 2019

Justiça não tolera farra de sindicato com a educação em Novo Gama (GO).

Após duas semanas de greve ilegal, professores de Novo Gama terão que retomar as aulas.

Após implementação da Jornada Ampliada as notas do IDEB caíram e munícipio já esteve em última posição entre os 12 munícipios goianos entre 100 e 200 mil habitantes – Foto: Reprodução

A Jornada Ampliada permitia que os professores trabalhassem somente no período da tarde ou de manhã, ficando com o contra turno livre e fora de sala de aula. A jornada ampliada desobriga os professores a cumprir às 40 horas em sala de aula, tornando necessária a contratação de novos professores para ocupar o tempo restante. O fim da jornada ampliada não significa aumento de carga horária dos professores, pelo contrário, a lei nacional do magistério diz que o professor tem que cumprir 40 horas de trabalho, sendo 26 horas em sala de aula e 14 horas fora de sala, preparando suas aulas, ou seja, com a jornada ampliada o professor não cumpria sua carga horária completa.  Além disso, a educação não foi beneficiada, em mais de cinco anos de Jornada Ampliada a nota do IDEB (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica) de Novo Gama não apresentou melhoras e neste período já esteve na última posição do ranking de notas entre os municípios de Goiás com até 200.000 habitantes. O programa não cumpriu com o que prometia. Mesmo assim, o Sinpro-NG (Sindicato dos Professores de Novo Gama) declarou greve geral dos professores da cidade.
Hoje o cenário atual do Brasil é de diminuição de benefícios e regalias e quer eliminar os privilégios governo durante toda a sua gestão garantiu um reajuste salarial de 12,76% dos professores, carga horária alinhada com o que manda a lei nacional do magistério, garantindo 26 horas semanais em sala de aula e 14 horas semanais para o preparo de aulas e coordenação, desta forma o município cumpre com o que manda a lei. Após duas semanas com as escolas do município paradas e os alunos sem aula, a Justiça determinou judicialmente a ilegalidade da greve, obrigando os professores a voltarem às salas de aula, fixando multa de até 150.000 reais para o sindicato.
Acusados de usar a greve como uma manobra política para desmoralizar o governo da atual prefeita, Sonia Chaves, o sindicato teve seus planos arruinados graças à eficácia da justiça. Visto que tanto o salário quanto o horário de trabalho dos professore permaneceram como eram antes da Jornada Ampliada, consequentemente não há prejuízo nem para o estudante, que deve ser sempre a prioridade dos profissionais da educação e do governo, nem para os próprios professores.  A única coisa prejudicando a educação de Novo Gama é o próprio sindicato.