terça-feira, 11 de setembro de 2018

Artigo: Pessoas de bem aprendem a atirar e usam armas por medo da violência

Raad Jr.

Respeitar o direito de cada indivíduo poder ter armas de fogo ainda é a melhor política de segurança pública, dessa forma as pessoas de bem estão se armando para a sua autodefesa e para defender sua família, sua propriedade, pois restringir, ou até mesmo proibir como é hoje, o direito de um indivíduo ter uma arma de fogo o deixa sem nenhuma defesa efetiva contra criminosos violentos


Com a segurança pública como uma das maiores preocupações dos brasileiros, o debate sobre a liberalização do uso de armas tomou um rumo inesperado na quinta-feira (06/09), quando o ex-capitão do Exército e candidato a Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas para as eleições de 7 de outubro foi esfaqueado enquanto fazia campanha de rua em Juiz de Fora, Minas Gerais. 


Um candidato pró-armas sofrendo violência por lâmina de faca de cozinha só corrobora o fato de que quem pratica violência é o próprio homem, e não a arma. 

Na segunda-feira (10/08), eu estava voltando do Lago de Serra da Mesa após uma pescaria em meu dia de folga com meu pai e alguns amigos, quando fui parado pela Polícia Militar, que encontrou uma arma no porta-luvas de um dos carros de minha campanha e me encaminharam a 31ª DP da cidade de Planaltina-DF por porte ilegal de armas. 

A arma por sua vez é devidamente registrada em nome do meu pai Raad Massouh, que compareceu à delegacia e disse que eu não sabia que a arma estava no carro que eu voltava da pescaria, uma vez que usamos outros veículos. 

Fato é que o Estatuto do Desarmamento privou os cidadãos de bem do direito da legítima defesa, garantido na Constituição. Nos foi tirado nosso principal meio de defesa. Isso favoreceu a delinquência, uma vez que estamos diante de muita insegurança e impunidade. Bandidos armados e pessoas de bem desprotegidas, vulneráveis à todos os tipos de violência.

Eu como candidato a deputado distrital, estou muito exposto neste momento, sendo alvo de ameaças em todo lugar, com muita gente ruim, sendo que o meu único erro foi buscar para mim uma certa segurança.

Errado de verdade é a prática de corrupção, errado de verdade é ser bandido, errado de verdade é não ter o direito à autodefesa.

O debate sobre o desarmamento no Brasil é fortemente contaminado por seus defensores, que mais trabalham com rótulos e desqualificação de seus adversários do que com a verdade e princípios. Eles têm como objetivo passar a mensagem de que estão certos, por mais que transgridam valores e manipulem as estatísticas a seu bel-prazer. Já na própria colocação do problema, os parlamentares que defendem a liberdade de escolha e o direito à autodefesa são tidos por representantes da bancada da bala.

A perversão é total. Note-se que a liberdade de escolha e o direito à autodefesa são pilares de uma sociedade livre e democrática. Não se trata de nenhum direito de matar, mas do direito de conservação da própria vida. Os que advogam pelo desarmamento dos cidadãos almejam que o cidadão fique completamente desguarnecido diante de criminosos que invadem suas residências. Os cidadãos não escolhem seus representantes para que estes suprimam sua liberdade de escolha. Posso perfeitamente pretender não ter nenhuma arma, mas isso não significa que o meu direito deva ser abolido.

A situação é tanto mais esdrúxula porque nada é feito no que diz respeito ao verdadeiro combate à criminalidade. Os bandidos continuam a ter livre acesso às armas de fogo. O mercado negro os supre muito bem. Por uma absurda inversão, o problema passa a ser dos cidadãos, os que pagam impostos e deveriam ser protegidos contra qualquer violência. O Estado não consegue coibir a violência, seu dever primeiro, e nega a seus membros que o façam, negando-lhes qualquer direito a respeito. 

Hoje o cidadão fica à mercê dos criminosos. Pior ainda, os criminosos são ainda tratados com a máxima consideração pelos ditos representantes dos direitos humanos, enquanto suas vítimas são relegadas ao esquecimento. Vamos continuar o nosso trabalho de cabeça erguida rumo à Câmara Legislativa do Distrito Federal e fazer o debate sobre a liberdade de escolha e o direito à autodefesa.

*Raad Massouh Jr.- candidato a deputado distrital 45100 (PSDB-DF).